Parar e fazer uma breve reflexão da vida, das pessoas e suas relações, é inevitável pensarmos de onde viemos, onde estamos e para onde estamos indo. Nessa linha de raciocínio analisamos as relações sociais, e como é possível haver tanta desigualdade, descaso e complacência de nós mesmos para tal situação. Assim, sentimos a necessidade de nos organizar e levantarmos as bandeiras de uma sociedade igualitária e justa. Dessa forma, convidamos vocês a se organizarem conosco, dividindo sonhos e ideais.

domingo, 24 de outubro de 2010

Como manter o controle emocional?

O Controle Emocional é a habilidade de lidar com os próprios sentimentos, adaptando-os conforme a situação e expressando-os de maneira saudável para si e para o grupo no qual está inserido.
O equilíbrio entre razão e emoção é o caminho mais adequado. Os excessos costumam trazer consequências prejudiciais às pessoas. A razão excessiva faz com que o sujeito vivencie e expresse pouco suas emoções, absorvendo para si toda a carga emotiva.
A pessoa mais sensível, que explicita seus sentimentos com facilidade, age por impulso e gera situações sociais desconfortáveis. O conhecimento das emoções e sentimentos do sujeito, bem como, dos limites suportados é um primeiro passo para a busca do equilíbrio emocional.
Lidar com a emoção e a razão em proporções que levam o sujeito a colocar-se de modo saudável diante das circunstâncias vividas poderá trazer um modo de vida estruturado, adequado à sociedade e, principalmente, saudável para si mesmo.
Uma pessoa que é tomada pelas emoções, agindo de modo impulsivo, geralmente, envolve-se em relacionamentos conflituosos, perde oportunidades de trabalho, arrepende-se de suas atitudes, gerando tumulto em sua vida e na dos próximos.
Por outro lado, um sujeito que reprime suas emoções, não necessariamente estará utilizando só a razão para resolver suas questões. As emoções podem afetar suas decisões e posicionamentos diante da vida, porém os sentimentos não são expressos.
A falta de manifestação das emoções e dos pensamentos provoca dificuldades na comunicação com outras pessoas, decisões e atitudes pouco efetivas, dificuldades nos relacionamentos pessoais e sociais, e principalmente, a possibilidade de somatização da carga emotiva.
Essa nova geração de jovens adultos, de modo geral, foram crianças que expressaram mais suas emoções e seus desejos, o que é benéfico, pois puderam vivenciar sentimentos e entrar mais em contato consigo mesmo. Tiveram oportunidades de serem autênticos.
Porém, tiveram essa experiência com pouca capacidade de um adulto em impor limites, e até mesmo, saber lidar com suas próprias emoções diante das situações difíceis.
É uma geração que sabe lidar pouco com suas frustrações, mas que possui potencial para adquirir equilíbrio emocional, se assim se propuserem a buscá-lo.
Lidar com frustrações é sofrido e angustiante
Diante dessa dificuldade, muitos acreditam que o caminho é eliminar a emoção da vida. Mas, esquecem que, na tentativa de eliminar a emoção, além de não vivenciar frustrações, tristezas, angústias, ansiedades, também não se vive amor, carinho, alegria, felicidade, conquistas.
Porém, também as frustrações, sentimentos de injustiça podem atuar de um modo positivo, gerando força para mudanças de situações desagradáveis e sofredoras. A sociedade está buscando um ideal de sujeito que não é humano.
A emoção, como também a razão, faz parte do homem e de como ele se manifesta na vida, cada qual com sua singularidade. As diferenças enriquecem a vida e as pessoas, que podem aprender a viver com mais flexibilidade e se adequarem melhor às suas necessidades.
A medida do descontrole emocional é aquela que prejudica a sociedade e o sujeito. Se uma pessoa não consegue lidar com a frustração do trânsito e tem ataques de fúria, dirigindo de modo imprudente e cometendo crimes, coloca a sociedade em risco.
O sujeito que não consegue lidar com a discordância de seu pensamento, e perde seu trabalho por um comportamento impulsivo, coloca a si mesmo em risco. Nesses casos, é necessária a busca de ajuda profissional. Uma terapia poderá trazer benefícios ao lidar melhor com suas emoções e sentimentos.
*CLÁUDIA FINAMORE
Com formação em Psicologia pela Universidade Paulista, especializou-se em Psicogeriatria na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Pistas que anunciam um derrame

Conheça os fatores de risco que podem provocar um Acidente Vascular Cerebral
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente chamado de derrame, é apontado como a primeira causa de morte no Brasil. Estima-se que são mais de 90 mil casos por ano. E quando não causa o óbito, o AVC deixa sequelas.
Diante disso, cientistas de diversas partes do mundo avaliaram seis mil pessoas, entre vítimas de AVC e cidadãos saudáveis, para identificar os indícios que antecedem o ataque. O objetivo é formar uma rede de proteção contra esta ameaça.
Fique atento aos fatores de risco:
• Pressão alta: a hipertensão é difícil de ser identificada a olho nu, sendo o principal fator de risco para o derrame. Por isso, os médicos recomendam medir a pressão pelo menos uma vez por ano, praticar atividade física e não ingerir mais do que cinco gramas de sal por dia.
• Cigarro: ele serve de combustível para uma pane cerebral, ao possuir aproximadamente quatro substâncias nocivas à saúde, favorecer o aumento da pressão e os níveis de colesterol. • Falta de atividade física: caminhar, nadar. Independente da modalidade, o importante é praticar um exercício físico e dar adeus ao sedentarismo e junto com ele, a obesidade e as taxas de colesterol ruim.
• Níveis elevados de algumas proteínas: as apolipoproteínas do tipo A1 e B, quando identificadas no sangue, indicam a maior ou menor propensão a um infarto ou derrame.
• Gordura abdominal: a gordura que se acumula no abdômen faz com que o tecido fabrique substâncias inflamatórias, que estimulam a formação de placas que obstruem as artérias. Assim, os homens não devem ultrapassar a marca dos 102 centímetros de circunferência abdominal, e as mulheres, dos 88 centímetros.
• Diabetes: a sobrecarga de açúcar no sangue afeta a circulação sanguínea dos pés, olhos, coração e do cérebro. O distúrbio danifica todas as artérias.
• Dieta desequilibrada: um cardápio desregrado (com muito sódio e pouco cálcio, por exemplo) alimenta as alterações vasculares que semeiam o derrame.
• Doenças do coração: alguns tipos de arritmia ocasionam a formação de coágulos que podem chegar até a cabeça e obstruir uma artéria, provocando o AVC.
• Álcool em excesso: o abuso de bebidas alcoólicas prejudica as artérias.
• Estresse e depressão: a tensão diária empurra a pressão arterial para cima, além disso, os depressivos não tratados acabam se cuidando menos e praticando pouca atividade física. Suspeita-se também que um organismo sob estresse ou depressão fique mais sujeitos a processos inflamatórios.