Parar e fazer uma breve reflexão da vida, das pessoas e suas relações, é inevitável pensarmos de onde viemos, onde estamos e para onde estamos indo. Nessa linha de raciocínio analisamos as relações sociais, e como é possível haver tanta desigualdade, descaso e complacência de nós mesmos para tal situação. Assim, sentimos a necessidade de nos organizar e levantarmos as bandeiras de uma sociedade igualitária e justa. Dessa forma, convidamos vocês a se organizarem conosco, dividindo sonhos e ideais.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Brasil recolhe remédio contra diabetes das farmácias

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou o recolhimento do medicamento Avandia, que trata o diabetes tipo 2, em todas as farmácias do país.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (29) por meio de uma resolução no Diário Oficial. A norma exige ainda o cancelamento do registro de medicamentos contendo o princípio ativo rosiglitazona, referente ao mesmo remédio, a partir de hoje.
O medicamento foi banido na Europa e sofre restrições à venda nos Estados Unidos, devido às suspeitas de que o produto provoque problemas cardiovasculares.
O FDA (agência de controle de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos) decidiu restringir fortemente o uso do remédio. O medicamento só estará disponível para novos pacientes com diabetes tipo 2, se eles não conseguirem controlar os níveis de glicose com outros métodos.
Enquanto isso, o EMEA (agência europeia de medicamentos) foi mais duro e informou que o produto não estará mais disponível na região – o órgão diz que o Avandia “deixará de estar disponível na Europa nos próximos meses”.
Estudos divulgados em junho deste ano confirmaram que o produto, fabricado pelo laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK), aumenta o risco de problemas cardiovasculares. As chances do problema aumentam de 28% a 39%.
Os efeitos colaterais do Avandia são alvo de controvérsia desde a publicação, em 2007, de estudos que mostravam o aumento do risco de ataque cardíaco e derrame cerebral quando o medicamento era tomado.
As análises mais recentes mostraram que o remédio do laboratório britânico tem mais efeitos perigosos que seu principal concorrente, o Actos, do laboratório japonês Taketa.
Em nota, a GSK diz que “continua acreditando que Avandia é um tratamento importante para pacientes com diabetes do tipo 2 e está trabalhando junto ao FDA e a EMA para implementar as ações requeridas”.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Cientistas apontam oito sintomas mais comuns do câncer.

A pesquisa da Keele University, na cidade inglesa de Newcastle-under-Lyme, identificou oito sintomas: sangue na urina, anemia, sangramento anal, sangramento ao tossir, nódulo no seio, dificuldade para engolir, sangramento pós-menopausa e nódulo na próstata.
Segundo os cientistas, pessoas com estes sintomas têm probabilidade maior do que uma em 20 de ter algum tipo de câncer. Quanto mais cedo os pacientes identificarem a doença, maiores são as chances de um tratamento bem-sucedido.
Os cientistas analisaram os resultados de outras 25 pesquisas.
De todos os sintomas, apenas dois deles são considerados mais graves entre pessoas com menos de 55 anos: nódulos nos seios e próstata. Os demais são particularmente mais perigosos em pessoas com mais de 55 anos.
A entidade Cancer Research UK, de pesquisa sobre a doença, disse que quaisquer mudanças no corpo devem levar as pessoas a procurarem os médicos.
“Os sintomas identificados neste estudo já são sinais importantes de câncer, mas há mais de 200 tipos de câncer, com muitos sintomas diferentes”, disse um porta-voz da entidade.
“Então se houver uma mudança no corpo, é importante checar isso. Quando o câncer é diagnosticado cedo, o tratamento tem maiores chances de sucesso.

sábado, 25 de setembro de 2010

Brasileiros participam do teste de vacina contra dengue

Cerca de oito mil brasileiros, moradores de quatro capitais do Brasil, vão participar de testes da nova vacina contra a dengue a partir de abril de 2012: Natal, Goiânia, Fortaleza e Campo Grande. Essa será a terceira e última fase dos testes no Brasil. O anúncio foi feito ontem pela Sanofi Aventis, farmacêutica que desenvolve o imunizante.
Como noticiado no dia 3, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em parceria com a empresa, já está testando a vacina em 150 voluntários, com idades de 9 a 16 anos, em Vitória. Até ontem, cerca de 50 jovens capixabas já haviam tomado a 1ª dose do imunizante. Essa etapa do teste tem previsão para acabar no fim de outubro.
No total, serão 3 injeções, com intervalo de 6 meses entre cada uma. Segundo o vice-presidente de Desenvolvimento Clínico para a América Latina do laboratório, Fernando Noriega, a vacina será capaz de neutralizar os quatro sorotipos de dengue “por alguns anos”.
Testes semelhantes aos que estão sendo realizados no Brasil começaram a ser desenvolvidos em 4 mil crianças tailandesas, com idades entre 4 a 11 anos. Os resultados sobre a eficácia da vacina no serão divulgados no final de 2012.
O diretor do núcleo de doenças infecciosas da Ufes, Reynaldo Dietze, explica que a opção por fazer os testes em crianças e adolescentes deve-se à ‘migração epidêmica’: a partir de 2000, os casos de dengue no Brasil e no mundo acometeram, principalmente, menores de 18 anos. Em 2010, mais de 25% dos casos de dengue no Brasil aconteceram em menores de 15 anos. “Eles são mais vulneráveis, uma vez que não tiveram contato com alguns tipos de dengue”, explicou.
No mundo
A pesquisa faz parte de estudo que envolve outros 5 mil voluntários em vários países. Por enquanto, no Brasil, nenhum voluntário teve qualquer reação adversa. Já nos outros países, houve relatos de efeitos semelhantes aos de outras vacinas: febre e mal-estar leves.
“Os voluntários tinham entre 2 e 45 anos. Conseguimos identificar resposta imunológica equilibrada contra os quatro sorotipos após três doses. Estamos muito confiantes e esperamos que ela esteja disponível ao público o quanto antes”, comemorou Noriega.
A Sanofi-Aventis está mais adiantada no trabalho, mas há mais dois laboratórios desenvolvendo o imunizante: o americano NIH, em parceria com o Instituto Butantan (SP); e Glaxo SmithKline, junto com a Fiocruz. O Ministério da Saúde não tem previsão de quando a vacina chegará ao público.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Cosméticos e itens de higiene ocultam ingredientes que podem prejudicar a saúde.

Em uma típica rotina de higiene e beleza, você talvez comece o dia esfregando lauril sufato de sódio em toda a pele e no couro cabeludo.
Depois, pode espalhar diazolidinyl urea no rosto, parabeno no corpo e passar sal de alumínio nas axilas. Certos dias, talvez inclua camadas de formaldeído nas unhas e de peróxido de hidrogênio e amônia nos cabelos.
Você pode não ter a menor ideia do que sejam essas substâncias, mas elas estão na maior parte dos cosméticos –sabonete, xampu, hidratante, desodorante, esmalte e tintura para cabelos.
E daí? São substâncias proibidas? Não, mas podem significar riscos à saúde. Segundo associações de consumidores, fabricantes de cosméticos, mesmo sabendo disso, continuam usando esses ingredientes e não divulgam os problemas relacionados a essas substâncias.
Terrorismo verde? Bem, o vídeo “The Story of Cosmetics” (www.storyofcosmetics.org), que aponta os potenciais perigos de componentes encontrados na maioria dos cosméticos, pode deixar muita gente aterrorizada.
No vídeo, câncer, distúrbios neurológicos e infertilidade são associados a xampus, cremes, desodorantes e até itens para bebê. O intuito é alertar sobre o perigo oculto nas fórmulas e pressionar as autoridades para aumentar o controle sobre os produtos de beleza e higiene, proibindo os mais tóxicos.
Mas ninguém controla o que vai no creminho que você passa ao redor dos olhos ou no talquinho do bebê?
Mais ou menos, dizem os militantes dos cosméticos “limpos”. Como boa parte dos testes de segurança é fornecida pelos próprios fabricantes, resta uma enorme margem de dúvida sobre os resultados apresentados.
No Brasil, o terceiro maior mercado de cosméticos do mundo, é a Anvisa que regulamenta esses produtos.
QUESTÃO DE DOSE
A agência divide os cosméticos em dois grupos. O grau 1 inclui os considerados mais simples na formulação e nos efeitos prometidos, como condicionadores, xampus, sabonetes. Esses não são submetidos à análise. Basta uma notificação da empresa.
Os produtos grau 2 (alisantes, antitranspirantes, tintura de cabelo) precisam de registro e passam por análise técnica. Os fabricantes têm de apresentar documentos para comprovar que as substâncias estão dentro dos limites considerados seguros.
Aí que a coisa pega entre os militantes dos cosméticos limpos e a indústria. Respaldados pela lei, fabricantes dizem que, embora alguns itens sejam tóxicos, as doses usadas não oferecem riscos.
Afinal, homeopatas (mais afinados com o povo “limpo” do que com a indústria química) são os primeiros a dizer que a diferença entre veneno e remédio está na dose.
O time que luta por cosméticos mais seguros admite que a química de cada produto, individualmente, não faz mal. Acontece que ninguém usa um só. Calcula-se que, por dia, mulheres usem dez e homens, seis produtos.
Dia após dia, ano após ano, pequenas quantidades de produtos tóxicos vão se acumulando no organismo.
“Em longo prazo, esses cosméticos trazem problemas”, diz Edilene Costa, da Abrapan (Associação Brasileira de Produtos Artesanais, Naturais e Bem-Estar) -criada para apoiar empresas de “produtos naturais” (conceito vago e sem regulamentação clara) e conscientizar o consumidor da importância desses produtos para a saúde e o ambiente.
No site da Abrapan (www.abrapan.org.br) há uma lista de substâncias inseguras encontradas em cosméticos. É um começo.
“O consumidor deve ler os ingredientes que compõem o produto e buscar informação”, diz Costa.
Não é tão simples. As letras são minúsculas nas embalagens, e há siglas indecifráveis para quem não é formado em química.
Você pode fazer uma busca no banco de dados de cosméticos seguros do EWG (grupo de trabalhos ambientais, na sigla em inglês). No site www.cosmeticdatabase.com, você digita o nome da substância para descobrir os tipos de risco que oferece e em que produtos aparece.
Superada a dificuldade de decifrar a fórmula, vem outra questão: encontrar alternativas seguras de produtos.
No Brasil, não há um regulamento oficial para cosméticos ecológicos, orgânicos ou naturais. Uma saída é procurar produtos com selos de certificadoras reconhecidas, como a Ecocert, que tem origem francesa e ramos em vários países, incluindo o Brasil, e o IBD, que trabalha com as certificadoras NSF (EUA) e a Natrue (Europa).
A outra dificuldade é se acostumar com produtos que não usam as substâncias químicas habituais.
“Na percepção do consumidor, cosmético natural não tem muita eficácia”, crê Christine Itagaki, gerente da Weleda, marca suíça de cosméticos e medicamentos.
Para Clélia Angelon, presidente da Surya, marca brasileira de cosméticos orgânicos certificados, o brasileiro ainda confunde aspectos sensorais do produto -fazer espuma, ter determinado aroma- com eficiência.
“É preciso educar o consumidor. Já temos [no Brasil] várias opções de cosméticos sem substâncias tóxicas e de excelente performance”, diz.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

5% da população sofre com sono excessivo durante o dia.

Cochilar ao volante, perder o fio da meada durante uma conversa e repetir atos automáticos, sem consciência do que se está fazendo, podem ser sintomas de um distúrbio cada vez mais presente nos consultórios de neurologistas: a síndrome do sono insuficiente de origem comportamental, que atinge 5% da população.
O quadro, cujo principal sintoma é a sonolência excessiva durante o dia, tem a ver com o ritmo da vida moderna, aponta o neurologista Flávio Alóe, coordenador do Laboratório do Sono do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP). E, mais do que uma situação normal, é um problema que pode e deve ser tratado.
Além de causar a perda da produtividade, a sonolência excessiva também coloca em risco a vida daqueles que dirigem, cuidam de crianças ou operam máquinas. O quadro foi um dos principais temas debatidos durante o 24.º Congresso Brasileiro de Neurologia, que aconteceu no Rio de Janeiro, no mês passado.
Alóe diz que “as pessoas têm tempo para o segundo emprego, para se dedicar à internet e às redes sociais”.
– Só não têm tempo para dormir. Então, ficam sonolentas, produzem menos, se expõem ao risco ao dirigir, porque não pagam seu débito de sono.
A sonolência excessiva funciona como uma febre, que avisa que algo vai mal no organismo. É preciso que o paciente passe por exames médicos, para excluir doenças que influem na qualidade do sono, como Parkinson, epilepsia, apneia (obstrução das vias respiratórias durante o sono) ou narcolepsia (estado de sonolência contínuo com crises incontroláveis). Em todo o mundo, entre 32% e 40% das pessoas relatam, em um ano, terem enfrentado dificuldade para dormir durante algum período.
O neurologista suíço Claudio Bassetti, presidente da Sociedade Europeia do Sono, diz que “é possível enfrentar o problema melhorando a qualidade de vida”.
– O indivíduo tem de dormir o tempo que for preciso para se manter desperto e atento no dia seguinte. Na maioria dos casos, esse tempo varia de sete a dez horas por noite.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pílula barata pode evitar milhares de mortes por falência cardíaca, diz estudo.

Um tratamento com uma pílula tomada diariamente, a um custo inferior a R$ 4 por dia, poderia salvar as vidas de milhares de pacientes com problemas no coração, segundo pesquisadores britânicos.
A droga, chamada ivabradina, já é usada para o tratamento de pessoas com angina (dor no peito).
A pesquisa envolveu mais de 6,5 mil pessoas em 37 países que já usavam outros tratamentos tradicionais como drogas beta-bloqueadoras, que ajudam a regular o batimento cardíaco.
Ao contrário dos beta-bloqueadores, a ivabradina reduz o ritmo do batimento cardíaco sem reduzir também a pressão sanguínea.
Em um período de dois anos, a droga reduziu o risco de morte por falência cardíaca em 26%.
O medicamento teve impacto semelhante sobre pacientes internados com problemas cardíacos agudos.
Os resultados da pesquisa foram apresentados no encontro anual da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Estocolmo, na Suécia.
Segundo o pesquisador Martin Cowie, a droga não é recomendada para qualquer um, mas apenas para os pacientes que já sofrem com condições cardíacas graves.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

E ainda dizem que os animais não pensam... ...

Passo 1: Distrair com o papel

Passo 2: Chute na cara

Passo 3: Uma criança a menos indo ao zoologico

 

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Homens também devem fazer exames no pré-natal.



Não é só a mulher que deve fazer exames no período pré-natal. O Ministério da Saúde lançou ontem uma nova diretriz da Política Nacional de Saúde do Homem, alertando os futuros papais sobre a importância de, assim como suas companheiras grávida, fazerem exames médicos preventivos. O princípio do alerta feito pelo ministério é: o homem precisa se cuidar para cuidar da sua família.
O ‘pré-natal masculino’ pretende trazer o pai para o serviço de saúde, além de estimular o vínculo afetivo entre ele, parceira e filho. Segundo o diretor do departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do Ministério, José Luiz Telles, a escolha do período gestacional da mulher foi proposital.
“Neste tempo o homem está mais sensível e até se dispõe a cuidar da saúde em prol do filho que vai nascer. A longo prazo isso pode estreitar os laços familiares, e ainda diminuir as ocorrências de violência doméstica”, afirma Telles.
Para o chefe do departamento de DST da regional Rio da Sociedade Brasileira de Urologia, João Luis Schiavini, o incentivo ao cuidado da saúde do homem é uma forma de cuidar também da saúde da família que vai crescer.
“É dever também do pai ter ciência de que, embora ele não esteja gerando o filho, há doenças como rubéola e as sexualmente transmissíveis que podem passar à parceira e, em seguida, ao bebê. Cuidar de si mesmo é cuidar precocemente da saúde do filho”, alerta.
Na rede municipal de saúde do Rio, a ideia vem sendo aplicada através do projeto Unidade de Saúde Parceira do Pai. Além de participar e aprender a lidar com o desafio da gestação das parceiras, o homem é convidado a agendar uma consulta médica, com o objetivo de checar como anda a sua saúde.
Exames dele
- Sangue – Na coleta de sangue, níveis de glicemia e colesterol são testados para verificar o risco de doenças, como as cardiovasculares e diabetes.
Pressão arterial
Nas consultas médicas que podem ser agendadas nas unidades de saúde, um dos exames é a aferição da pressão arterial, para estudar a possibilidade de problemas como hipertensão (pressão alta).
DSTs e Outras doenças infecciosas
Exames específicos detectam doenças sexualmente transmissíveis e infecciosas. Estas, se transmitidas ao bebê, podem provocar imunidade baixa, obstrução da faringe e problemas no desenvolvimento da criança.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Alerta contra uso indiscriminado de colírios em tempo seco

Aplicação indevida de medicamento pode causar consequências sérias para visão e até cegueira

 O uso indiscriminado de colírios, que ocorre sobretudo em períodos de baixa umidade – como os que têm sido registrados na maior parte do País -, pode provocar consequências sérias para a visão e até mesmo cegueira. Por isso, o medicamento deve ser utilizado apenas quando prescrito por um especialista.
De acordo com o Ministério da Saúde, os olhos, assim como a pele, são órgãos que ficam expostos e, por essa razão, sofrem com as mudanças climáticas. O calor e o tempo seco podem provocar sensações desconfortáveis, como vermelhidão e irritação.
Entretanto, o uso de qualquer tipo de medicamento – como lubrificantes oculares – não é recomendado sem orientação médica. Os colírios com antibióticos, por exemplo, se usados de forma crônica e irregular, podem causar mutações de bactérias, que se tornam mais resistentes ao remédio.
A orientação vale, ainda, para colírios que servem para clarear a esclerótica (parte branca do olho), já que um dos efeitos colaterais é o aumento da pressão arterial. Cremes e pomadas para os olhos também devem aplicados apenas se indicados por um médico.

domingo, 12 de setembro de 2010

Microaplicador de medicamento substitui injeções sem dor

Fim das injeções

Pesquisadores da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo tipo de microbomba que permite a criação de um novo tipo de aplicador de medicamentos, baseado em matrizes de microagulhas.
Embora os curativos medicamentosos sejam usados há décadas para liberar fármacos pela pele, o novo sistema ativo permitirá a aplicação de uma gama de medicamentos muito maior, ampliando o uso do recurso e evitando as tradicionais injeções.
Os atuais curativos “transdérmicos” têm seu uso limitado a substâncias feitas de moléculas pequenas e hidrofóbicas, que podem ser absorvidas através da pele.
É o caso, por exemplo, da nicotina, incluída nos adesivos que ajudam a parar de fumar. Recentemente, pesquisadores começaram a testar vacinas em curativos adesivos, para evitar a dor da injeção.
Curativos com remédios
“Há apenas um punhado de drogas que podem atualmente ser administradas por meio dos emplastros,” diz o Dr. Babak Ziaie, que desenvolveu a microbomba.
“A maioria dos novos medicamentos são feitos de moléculas grandes que não atravessam a pele. E um monte de drogas, como as usadas no tratamento de câncer e doenças autoimunes, não podem ser tomadas por via oral porque elas não são absorvidas pelo sangue através do sistema digestivo,” explica ele.
O novo aplicador, dotado de uma matriz de microagulhas minúsculas, é muito mais versátil, podendo aplicar uma grande quantidade de medicamentos. E, como mal penetram a pele, as microagulhas não causam dor.
“É como um curativo – você o usa e depois retira e joga fora,” disse Ziaie.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Remédios contra insônia e ansiedade aumentam risco de morte, diz estudo

Pessoas que tomam remédios para dormir e reduzir a ansiedade parecem ter maior risco de morrer precocemente, segundo recente estudo da Universidade de Laval, no Canadá. Avaliando dados de um acompanhamento de 12 anos a mais de 14 mil adultos canadenses, os especialistas descobriram que aqueles que usavam esse tipo de medicamento tinham mortalidade 36% maior do que os participantes que não tomavam remédios para tratar insônia e ansiedade.

Publicados na última edição do Canadian Journal of Psychiatry, os resultados indicaram que aqueles que relataram o uso desse tipo de medicação pelo menos uma vez por mês tinham uma taxa de mortalidade de 15,7%, enquanto os participantes que não tomavam esses remédios apresentaram uma taxa de mortalidade de 10,5%. Considerando fatores como consumo de álcool, tabagismo, níveis de atividades físicas e presença de depressão, os pesquisadores calcularam que aqueles que usam remédios para dormir ou antiansiolíticos teriam 36% maior risco de morrer.

Os resultados não indicam as razões dessa relação, mas os especialistas levantam diversas hipóteses para explicá-la. Uma delas seria o fato de esses medicamentos afetarem o tempo de reação, a coordenação motora e o estado de alerta, podendo aumentar as chances da ocorrência de acidentes. Eles também podem afetar o sistema respiratório - agravando problemas respiratórios durante o sono - e o sistema nervoso central, afetando a capacidade de julgamento - o que poderia aumentar os riscos de suicídio.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Estudo explica relação entre álcool, estresse e perda de memória.


O consumo regular de álcool e o tratamento para parar de beber podem aumentar os níveis de estresse no organismo, aumentando os riscos de perda de memória, segundo estudo americano e britânico que será publicado na edição de dezembro da revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research.  

Coordenada por cientistas da Universidade de Liverpool, a pesquisa mostrou que o fato de beber quase todos os dias e a ação de cortar o consumo crônico de álcool provocam o aumento dos níveis de hormônios glucocorticoides, como o cortisol - conhecido como hormônio do estresse -, no sangue. E, de acordo com os autores, “níveis prolongados e elevados de glucocorticoides podem danificar ou destruir os neurônios, e levar a um aumento na vulnerabilidade a outras situações que podem danificar os neurônios”. “Isso pode se relacionar à perda das funções da memória”, destacou a pesquisadora A.K. Rose.

Os resultados indicaram, ainda, que as concentrações de corticosterona no sangue permanecem altas por longos períodos após a pessoa parar de beber. “As evidências sugerem que o aumento dos níveis de glucocorticoides no cérebro após o tratamento do alcoolismo crônico está associado com déficits cognitivos vistos durante a abstinência, o que afeta a eficácia do tratamento e a qualidade de vida”, concluíram os pesquisadores.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Cigarro pode piorar sintomas depressivos dos jovens, aponta estudo.

Embora muitos especialistas acreditem que a relação entre o hábito de fumar e depressão se restrinja ao uso do cigarro como um “medicamento paliativo” contra a depressão, um novo estudo canadense sugere o caminho contrário: que, para alguns jovens, o cigarro pode aumentar os sintomas da depressão, incluindo problemas de sono, sensação de infelicidade, cansaço, tensão, nervosismo, preocupação excessiva e falta de esperança.

Avaliando 662 estudantes do ensino médio, os pesquisadores das universidades de Toronto e Montreal observaram que muito adolescentes que começam a fumar apresentam piora nos sintomas de depressão. “Embora os cigarros possam parecer ter efeitos de ‘automedicação’ ou de melhorar o humor, descobrimos, em longo prazo, jovens que começaram a fumar relatando maiores sintomas depressivos”, destacou o pesquisador M. Chaiton.

Em artigo publicado na edição mais recente da revista Addictive Behaviors, os pesquisadores destacam que este é um dos poucos estudos que avaliam a percepção dos adolescentes em relação aos benefícios emocionais do cigarro, e alertam para a necessidade de abordagens mais eficazes para a cessação do tabagismo em jovens com sintomas de depressão. “Fumantes que usam o cigarro como potencializadores do humor tem maiores riscos de sintomas depressivos elevados do que jovens que nunca fumaram”, concluíram.

Meditação pode reduzir a ansiedade e aumentar o bem estar de estudantes!

A meditação conhecida como mindfulness - marcada pela concentração no momento atual, sem julgamentos - parece aumentar o bem estar dos adolescentes, segundo recente estudo da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Avaliando 155 garotos de 14 e 15 anos, os pesquisadores notaram que um programa com aulas semanais de 40 minutos de meditação e mais oito minutos diários de exercícios de concentração e redução de estresse pode trazer benefícios significativos para os jovens.

Na pesquisa, os jovens que foram treinados em meditação mindfulness apresentaram aumento nas medidas de bem estar - uma combinação de “bom funcionamento” e sensação boa - proporcional ao tempo gasto com a prática. E os adolescentes com maiores níveis de ansiedade apresentaram os maiores benefícios com a meditação.

“Cada vez mais, estamos percebendo a importância de apoiar a saúde mental global das crianças”, destacou a pesquisadora Felicia Huppert, em artigo recentemente publicado no Journal of Positive Psychology “Muitos estudantes aproveitam genuinamente os exercícios e dizem que pretendem continuá-los - um bom sinal de que muitas crianças seriam receptivas a esse tipo de intervenção”, concluiu a especialista.

domingo, 5 de setembro de 2010

Fique Alerta!


Com chegada da primavera, atenção especial com a Catapora.
A chegada da primavera vem acompanhada de uma preocupação a mais para os pais. Neste período, aumentam os casos de catapora, alertam especialistas.

- A catapora é a única doença infantil que não tem vacina na rede pública, ao contrário de sarampo, tétano e coqueluche, por exemplo. Com a chegada da primavera, os casos tendem a aumentar.

Com as mudança do tempo, já estão aparecendo mais casos. Atualmente, atendo, em média, cinco casos por dia, e a tendência é aumentar - afirma o médico Pedro Brito Garcia.

De acordo com o presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade de Pediatria Brasileira (SPB), Eitan Berezin, entre 2% e 3% das crianças entre 1 e 10 anos contraem a doença, que é sazonal e costuma aparecer neste período do ano. Ele afirma que, mesmo sem vacina, é possível adotar medidas de prevenção.

- É preciso atenção com as condições de higiene da pele e também se alimentar bem. No caso de crianças, devese ainda evitar o contato com outras crianças que estejam com a doença.

Quem estiver doente deve ficar em casa - destaca Berezin.

A vacina contra a catapora, ou varicela, custa aproximadamente R$ 150 e ainda não foi incluída no calendário do Ministério da Saúde. Segundo o Governo Federal, ela está disponível nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), que atendem portadores de imunodeficiência e pessoas com outras condições especiais.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

SIGNIFICADO DE CADA COR DAS TARJAS DOS REMÉDIOS

Descubra a função da preta, vermelha, com ou sem retenção de receita

Os medicamentos possuem tarjas de diferentes cores para sinalizar o grau de intensidade de seus efeitos colaterais e dos riscos que seu consumo podem causar à saúde. Abaixo, veja a função e a diferença de cada uma e entenda a finalidade dos medicamentos tarjados destas formas.


Saiba o significado de cada cor das tarjas dos remédios.

A cor das tarjas é baseada na intensidade dos efeitos colaterais dos medicamentos e dos riscos de seu consumo:




Tarja vermelha: são medicamentos que só podem ser adquiridos com apresentação de receita médica porque podem causar efeitos colaterais específicos.




Tarja vermelha com retenção de receita: são remédios que somente podem ser comprados com apresentação de receita médica branca, apresentada em duas vias, sendo que uma fica retida na farmácia. Esses tipos de medicamentos podem causar efeitos colaterais específicos e alguns mais perigosos, como a deformação de fetos.





Tarja preta: são remédios cujo controle é rigoroso, já que têm efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso ou age como sedativo, podendo causar vício. Somente podem ser comprados com apresentação de uma receita de cor azul ou amarela, as duas controladas pela Vigilância Sanitária, que fica retida na farmácia.





Remédios sem tarja: são os medicamentos de venda livre, ou seja, que não precisam de receita médica na hora de comprar. Apesar de não precisarem de receita, necessitam de orientação do farmacêutico. Em caso de dúvidas, consulte-o antes da compra.